<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015</id><updated>2011-04-22T05:58:18.389+01:00</updated><title type='text'>Peregrino Andante</title><subtitle type='html'>O mundo era a minha terra até me levarem para lá dos montes e descobrir que afinal havia mais mundo. Fascinado decidi ir ainda mais longe e empreendi uma peregrinação andando sem termo. Nesta caminhada tenho encontrado certezas e dúvidas, alegrias e tristezas, encantos e desencantos, que se envolvem com o meu ser. É neste vaguear que vou conhecendo o mundo que afinal também é meu.(O texto é fantasiado na inspiração do contacto com links. Conta-se uma fantasia, não a realidade).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113761305511390818</id><published>2006-01-18T19:33:00.000Z</published><updated>2006-01-19T23:11:02.206Z</updated><title type='text'>Até ao castelo</title><content type='html'>Mesmo que eu não quisesse dar importância às palavras que aquela cativante figura proferiu o que é certo é que elas entranharam tão fundo no meu ser que constantemente perseguiam os meus pensamentos. Por isso fugir do propósito de explorar o mapa estava fora das minhas intenções.&lt;br /&gt;Segui o caminho trilhado para compreender melhor as palavras proferidas. Na procura desse entendimento avancei numa jornada até alcançar a vista sobre as ruínas deste nobre castelo.&lt;br /&gt;Cavalgando por entre florestas, afloramentos de rochas calcárias e por um relevo agreste atingi uma pequena elevação que permite avistar todo um mundo que no meio tem um grandioso castelo plantado no alto que um enorme monte. Tinha que o alcançar antes da noite cair, e já era tarde. O Sol já ganhara os contornos avermelhados enchamejando as nuvens do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/castelo5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/castelo5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o castelo em vista segui caminho sem preocupação pelos obstáculos que me feriam a mim e ao cavalo. Eram ramadas que me açoitavam, era o mato que nos feria, eram as rochas que infligiam golpes ao cavalo e dificultavam todo este penoso caminho. Contudo consegui chegar o castelo.&lt;br /&gt;Fiquei pasmado. O castelo, apesar de arruinado, era belo. Suas paredes emanavam o encanto de histórias fantásticas, com defesas e conquistas, lágrimas e sangue, festas e comemorações…&lt;br /&gt;Desejei entrar castelo adentro. Contudo, apesar de arruinado, as portas estavam trancadas. Sabia que era habitado por uma princesa. Da minha alma surgiu um nome que a minha voz prenunciou num brado feito com todos os pulmões:&lt;br /&gt;- BECAS!!!!!!&lt;br /&gt;Espero em desespero. Era quase noite e estava cansado. A porta não se movia. Pensei:&lt;br /&gt;- Terei de gritar muito mais!!!&lt;br /&gt;Encho meus pulmões para outro brado quando se abrem as portas do castelo mágico, rangendo numa cadência regular. Abertas as portas, emoldurada pelo arco gótico, surge o encanto da imagem da princesa Becas. Eu estava atónico com a aparição. E ela também se mostrou surpresa com minha presença.&lt;br /&gt;Com cortesia saudei-a e ela agradeceu imenso. Não acreditou que eu seguisse o trilho que as suas palavras me encorajaram a efectuar, justificando, de seguida, porque seu castelo estava selado:&lt;br /&gt;- As portas do meu castelo permanecem fechadas devido ao medo que eu tenho que alguém entre para o reconstruir. – E convidou-me a entrar para uma visita guiada. - És bem vindo ao meu castelo. Mas tem cuidado com as muralhas pois elas, às vezes, ultrapassam até o próprio castelo.&lt;br /&gt;Sem perceber bem o que me queria dizer, nem ainda compreender porque se cruzara comigo soltando as palavras que continuavam incandescentes dentro de meu pensamento, senti-me lisonjeado pelo convite:&lt;br /&gt;- O teu convite é irrecusável, ainda mais vindo de uma princesa. Aceito essa visita guiada ao encanto de tão distintas ruínas.&lt;br /&gt;E entrei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113761305511390818?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113761305511390818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113761305511390818&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113761305511390818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113761305511390818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/at-ao-castelo.html' title='Até ao castelo'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113729102490235258</id><published>2006-01-15T02:07:00.000Z</published><updated>2006-01-15T09:38:34.516Z</updated><title type='text'>O inesperado</title><content type='html'>Montei o cavalo e, ao partir, notei que, deforma quase oculta, estava mais gente. O meio era fosco, quase imperceptível. O Sol já se tinha posto e o que via era com a permissão de uma lua cheia e brilhante. Forcei a vista na ânsia de conseguir vislumbrar algum dos seres que eu sabia que ali estavam. Sempre que eu me aproximava de um vulto este desaparecia numa escuridão profunda sem rasto nem prova.&lt;br /&gt;O susto entrou em mim. Não sabia que fazer. A indefinição da situação estava a desesperar-me.&lt;br /&gt;Nisto um dos vultos correu em minha direcção e eu só me apercebi quando já estava com uma mão no cavalo e outra em mim. Naquele milésimo de segundo pelo meu pensamento passaram uma série de perguntas, mas eu simplesmente parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/becas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/becas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os meus movimentos bloquearam com o inesperado. Do escuro saiu um rosto, de uma formosura romanesca. Colocou algo em minha mão e dirigiu-se a mim nestes termos:&lt;br /&gt;- A dor alimenta a coragem. Não podes ser corajoso se só te aconteceram coisas maravilhosas. Eu sigo esta frase com os meus cinco sentidos, diz tudo o que é preciso saber. Obrigado por me ouvires.&lt;br /&gt;Mal foram prenunciadas estas palavras voltou a ocultar o rosto e seguiu para a escuridão. Eu, instintivamente perguntei-lhe o nome e ainda ouvi:&lt;br /&gt;- Becas...&lt;br /&gt;E desapareceu por completo na escuridão.&lt;br /&gt;Senti-me desorientado. Diria mesmo mais do que isso. Senti-me assustado. Tive receio de ali ficar especado e por isso pus o cavalo em marcha acelerada pelo meio daquelas trevas.&lt;br /&gt;Quando acordei julguei que tinha sido um sonho muito intenso. Mas na mão tinha um estranho papel escrito com uma &lt;a href="http://spaces.msn.com/members/beckinhas/"&gt;Tinta Esvanecida&lt;/a&gt;, testemunho da veracidade do que eu julgava uma ilusão.&lt;br /&gt;Olhei a folha e encontrei nela um mapa. As palavras que ouvira de forma delirante foram o incentivo para que seguisse o mapa no entento de descobrir o que me esperava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113729102490235258?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113729102490235258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113729102490235258&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113729102490235258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113729102490235258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/o-inesperado.html' title='O inesperado'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113726861789135226</id><published>2006-01-14T19:54:00.000Z</published><updated>2006-01-15T09:26:01.023Z</updated><title type='text'>Frio</title><content type='html'>Na andança da minha peregrinação senti frio. Sei que é tempo dele mas o dia até estava radioso. Olhei para o lado e percebi que o frio não era meu. Uma alma gelara com a constatação de uma realidade: &lt;a href="http://spaces.msn.com/members/babuskaduarte/" target="new"&gt;o frio da realidade&lt;/a&gt;. Como as coisas estão sempre em mutação e se modificam num suave constante que só damos conta quando paramos e olhamos para trás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/ofriodarealidade1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/ofriodarealidade1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas suas palavras compreendi que falava de suor e miséria passadas. Mas, se assim era, não deveria esse frio estar mais esquentado?&lt;br /&gt;Temi, pelas suas belas palavras, que cruzava um mundo em ruínas, que foi muito encantado, e hoje nada mais é que as cinzas e o carvão de uma fogueira que iluminou e aqueceu. Perguntei-me:&lt;br /&gt;- Terei eu deixado meu lume brando na ânsia de ser mais iluminado para me deparar com um mundo mais frio e apagado?! – E dirigi-me para ela. - Minha terra ainda é como esse mar por onde navegaste. Gostava de te ajudar, quem sabe se no meu mundo reencontrarias esse encanto, mas nesta minha jornada perdi-me e não sei onde estou. Mas não me preocupo. Ainda agora comecei a peregrinação.&lt;br /&gt;Ficou surpreendida com a minha presença, mas dirigiu-me a palavra de forma aberta e sincera:&lt;br /&gt;- Infelizmente para mim a única demanda que tenho feito é a conquista de mim mesma... pois como posso eu conhecer e entender os outros se não me conheço a mim própria??!!! – e continuou - Obrigado por me deixares partilhar contigo esta peregrinação... A vida é, e sempre será, uma demanda ... uns em busca da verdade e da causa de sua existência... e outros à procura de tantas outras coisas... Pois só as viagens ao nosso interior nos proporcionam a paz que tanto buscamos....&lt;br /&gt;Fiquei espantado com a perturbação. Algo muito profundo.&lt;br /&gt;Depois, a jeito de despedida, disse-me o nome:&lt;br /&gt;- Barbara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria continuar na minha demanda mas as suas palavras travaram a minha intenção. Não podia partir sabendo que estava regelada por uma pedra fria.&lt;br /&gt;Inquieto com a situação bradei de forma impulsiva:&lt;br /&gt;- Levanta-te! Não fiques no frio da laje. Olha para mim!...&lt;br /&gt;Fitei-a com um semblante grave captando-lhe toda a atenção:&lt;br /&gt;- Eu, saí da segurança de um mundo que conhecia na sua plenitude, embora houvesse sempre recantos e espaços por desvendar. Por onde eu caminhasse tinha a certeza que não me perderia. A cada Sol posto tinha a garantia que outro nasceria. Mas sem saber a minha existência estava enclausurada naquele espaço. E foi na descoberta do horizonte que vi o quanto pequeno era o meu mundo. E apesar do seu equilíbrio, da sua solidez, da sua imutabilidade, eu tinha de ir mais além e conhecer os outros universos.&lt;br /&gt;Com receio de não me estar a fazer entender questionei.&lt;br /&gt;- Deves estar a perguntar onde se enquadra o que exprimi. -E continuei. - Pois eu digo: Claro que nos devemos conhecer e entender. Mas essa busca do “eu” não deve confinar-se a um mundo. Não faças essa conquista de forma isolada porque também é na interacção e compreensão dos outros que nos vamos desvendando. E a paz do interior vem da acção com esse exterior. Afinal somos seres emotivos em que os afectos são essenciais na vida, mesmos para os mais frios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E algo me alegrou. Apesar de todo o frio que ela sentia a sua escrita emanava luz, e não era fria. Se o meu livro mágico conhecesse as suas palavras cairia no pecado da inveja. Fiquei encantado porque eu não sei fazer versos e confessei-lhe este meu defeito:&lt;br /&gt;- No meu mundo canta-se ao desafio, em verso, e eu fico a ver porque não tenho o dom com que tu foste abonada.&lt;br /&gt;De repente deixou-me envergonhado. Beijou-me de forma fraternal. Eu não estou habituado a receber beijos. Mas, confesso, gostei porque senti calor nos seus lábios. Assim posso seguir minha peregrinação pois sei que não irá combalir pelo frio. E para ter essa certeza deixei, escondido, um passarinho que me avisará se regelar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113726861789135226?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113726861789135226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113726861789135226&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113726861789135226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113726861789135226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/frio.html' title='Frio'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113648085933260391</id><published>2006-01-05T17:06:00.000Z</published><updated>2006-01-05T18:08:21.603Z</updated><title type='text'>Onde estou?</title><content type='html'>No desejo de ir mais além subi para o cavalo. Queria ver mais e mais. Avançámos no caminho sem parar, sempre seguindo em frente. A ordem era andar, cavalgar até alcançar o longe. Tal foi a fixação no objectivo que ia levando o cavalo à exaustão. Quando fiquei ciente do cansaço do meu cavalo não sabia onde estava nem por onde passara. Fixei-me num objectivo e não observei o que ia passando à minha volta. Para me elucidar perguntei:&lt;br /&gt;- Onde estou?&lt;br /&gt;Disseram-me para ir a &lt;a href="http://descobre.blogspot.com/" target="new"&gt;“Descobre onde estou!”&lt;/a&gt; – Ali dão respostas. – E eu fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/ondeestou.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/ondeestou.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei e espantei-me porque para as respostas afinal já havia pergunta, e não era a minha. Colocaram uma foto de um local com coisa grande. De onde venho não há disto. O meu espírito já se animou. Começo a ver coisas fantásticas. Chamam-lhe de templo mas…. É tão diferente da igreja da minha terra. Mais se parece com a praça que fechamos nas festas para garraiadas e coisas do género. Embora na construção e dimensão em nada são iguais.&lt;br /&gt;Induzida seguia-se a pergunta tão simples como a minha:&lt;br /&gt;- Onde estou?&lt;br /&gt;Não podia virar costas e ir embora. Se quero ajuda também tenho que a dar. Não que faça parte do meu saber a resposta a esta pergunta mas trago no cavalo um livro mágico. Mais tarde explicarei como o consegui. Por agora digo que é um livro que fala. Anda sempre amuado e só me dirige a palavra quando quer. Peguei nele com toda a reverência e questionei-o:&lt;br /&gt;- Meu baú do saber que tens escrito, nas tuas sábias folhas, para resposta à pergunta lançada?&lt;br /&gt;Não quis conversa. Insisti. Não me falou mas pelo menos dignou-se a mostrar uma página que tinha uma imagem igualzinha e respectiva legenda. E que dizia o texto?&lt;br /&gt;- Estádio de Camp Nou, em Barcelona, inaugurado em 24 de Setembro de 1957.&lt;br /&gt;Resposta dada. Vou embora, continuar com a minha peregrinação.&lt;br /&gt;Ainda não tinha partido e falaram:&lt;br /&gt;- Resposta dada e sábia resposta! Nova pergunta será lançada para o livro falante do peregrino andante...&lt;br /&gt;Com receio que o livro ouvisse e começasse a praguejar por o estar a importunar nada mais disse e fui-me embora.&lt;br /&gt;Peguei no cavalo e a pé fui andando, sem a minha resposta, mas satisfeito porque vira coisas belas. Embora tenha só respondido a uma pergunta, havia questões anteriores, tudo sobre locais fantásticos, com resposta dada. E fiquei a saber que é um mundo insaciável pois a cada resposta surge com uma nova pergunta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113648085933260391?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113648085933260391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113648085933260391&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113648085933260391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113648085933260391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/onde-estou.html' title='Onde estou?'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113640226049718627</id><published>2006-01-04T19:00:00.000Z</published><updated>2006-01-04T20:15:39.190Z</updated><title type='text'>Será o mundo todo igual?</title><content type='html'>&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/duplicaodomundo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/duplicaodomundo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei em terreno desconhecido, que nunca tinha pisado, com ânimo para desbravar todos os mistérios, explorar as diferenças, descobrir as novidades, contrapor ideias e conhecimentos. Mas o curioso é o que observava não era assim tão estranho e diferente. As florestas tinham as mesmas espécies de árvores, a paisagem era parecida, as aldeias tinham o mesmo tipo de construções, o Sol era o mesmo.&lt;br /&gt;Estou desiludido. Afinal o mundo não era mais do que a repetição do meu mundo. Que descoberta é esta quando desvendamos mais do mesmo? Será esta peregrinação em vão? Talvez não. Ainda caminhei pouco e ainda há mais mundo para ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113640226049718627?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113640226049718627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113640226049718627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113640226049718627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113640226049718627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/ser-o-mundo-todo-igual.html' title='Será o mundo todo igual?'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113631836512967471</id><published>2006-01-01T19:56:00.000Z</published><updated>2006-01-05T00:30:11.573Z</updated><title type='text'>Partida</title><content type='html'>Este momento foi pensado e desejado desde há muito tempo. Não é uma partida ocorrida em cima do ânimo momentâneo. Não sei o que me espera, mas sei que há outro mundo para lá dos montes e eu quero conhecê-lo. Apesar de premeditada a minha peregrinação baseia-se num esboço quase indefinido e com falhas de vária ordem. Por exemplo não sei qual o caminho a tomar nem quando regressarei. Sei unicamente que tenho de transpor os montes. Chamo de peregrinação mas levo o cavalo. Não estarei errado e arranco com uma definição desacertada? Quem é o peregrino? Eu ou o cavalo?&lt;br /&gt;Na realidade o cavalo não é o peregrino e a função dele não será propriamente de veículo para meu transporte mas sim de apoio. Eu não parto de mãos vazias. E no cavalo seguem muitas coisas, sendo algumas mágicas que me foram dadas e, de certo, me darão muito jeito. É certo que nas grandes caminhadas, nas crucilhadas entre terras muito distantes não o dispensarei para meu transporte. Mas no calcorrear das terras serei um peregrino em pleno.&lt;br /&gt;Interessante também é verificar que parto na época em que se comemora o nascimento de Cristo. Será que também vou encontrar o Menino imitando os Reis Magos? Mas…. Eu não levo prendas!!!&lt;br /&gt;A manhã era serena embora o nevoeiro ainda permanecia no ar. Tudo estava pronto para a peregrinação. E nesta partida, como o desejo de alcançar o topo das serras era imenso, montei o cavalo e lancei-me numa corrida louca. O caminho afastou-me do povoado. Quando atingi o topo do monte já estava o cavalo cansado. Como puxei por ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eumigrante.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eumigrante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admirei-me novamente com a paisagem que há muito me fazia delirar. O nevoeiro já tinha levantado e permitiu que observasse a paisagem em toda a sua plenitude e em todas as direcções. Ainda olhei para trás, ajeito de despedida retendo na imagem a minha já longínqua terra. E agora, com os pulmões cheios de ar e a alma repleta de coragem e ânimo avancei descendo o monte, a pé para descanso do cavalo, com todo o vagar do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113631836512967471?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113631836512967471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113631836512967471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113631836512967471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113631836512967471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2006/01/partida.html' title='Partida'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20311015.post-113590164047167936</id><published>2005-12-29T23:30:00.000Z</published><updated>2006-01-08T11:59:50.066Z</updated><title type='text'>Preâmbulo</title><content type='html'>Vivia num mundo largo, cheio de recantos, árvores, animais, onde conhecia toda a gente e as cumprimentava à sua passagem. A terra era grande, com muitas ruas e casas encostadas umas nas outras que nem favos de mel. No topo a igreja, edifício imenso, com uma torre muito alta, quase a tocar o céu. À volta do povoado seguiam-se terrenos cultivados em várias parcelas com uma grande variedade de cor que se modificava ao longo do ano. E se no meio existiam algumas hortas a maioria eram grandes terrenos de cultivo e pasto. O rio acompanhava parte do extremo do povoado com os cultivos indo, de forma tortuosa, morrer no horizonte. Desta grande urbe saíam vários caminhos que nos conduziam a terrenos mais afastados onde estava floresta, caça embora também algum pasto e cultivo. Aqui havia lugares encantados, isolados de tudo, com transformações fantásticas ao longo do ano. Se de Inverno eram os regatos que cantavam já no Verão eram as cigarras. Se no Outono as bases eram o castanho ocre, na Primavera era o verde refrescante. A fechar este meu mundo as serras e montes que envolviam e guardavam toda esta existência. Eram o fim de tudo e eu nunca tinha visto o fim nem subido a tais montes e serras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/euvaleeserra.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/euvaleeserra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas numa manhã, cedinho, eu quis ir à caça com os mais velhos. Contudo estes não me deixaram porque iam para muito longe. Calei-me mas não desisti. Por isso mal eles partiram eu segui-os, com todo o cuidado para não ser visto nem descoberto. E foram muito longe o que deveras dificultou a minha perseguição. Subiram um desses montes que envolviam o meu mundo. Alcançado o topo eu vi tudo. Havia mais mundo. Mas muito mais. Avistei muitas terras, mais montes, muitas estradas, e bem lá longe uma grandiosa urbe que me fascinou porque nunca vira nada tão grandioso.&lt;br /&gt;Nesta caça fui caçado. E bem caçado. Não só pelo encantamento do que vira como pelos caçadores que me descobriram. E estes dois caçadores deixaram-me marcas. Um alargou-me os horizontes e o outro oprimiu todo o meu ser devido à minha desobediência.&lt;br /&gt;Ficou assim o encantamento dentro de mim. E durante anos foi-se desenvolvendo até que um dia planeado montei o cavalo e, de vara na mão, lancei-me numa peregrinação para conhecer um mundo maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20311015-113590164047167936?l=peregrinoandante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/feeds/113590164047167936/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20311015&amp;postID=113590164047167936&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113590164047167936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20311015/posts/default/113590164047167936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://peregrinoandante.blogspot.com/2005/12/prembulo.html' title='Preâmbulo'/><author><name>Peregrino Andante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08828988184503838721</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://i35.photobucket.com/albums/d181/peregrinoandante/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
